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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Um clássico multiplicado por seis

Há exatamente um mês começava o Campeonato Pernambucano de 2011. O contexto da competição apontava para um embate polarizado, com dois clubes bem na frentes dos demais em todos os sentidos. Principalmente técnica e financeiramente. Ambos com o combustível aditivado do hexa. Uma fórmula misturando luxo e obsessão, resultando em uma motivação difícil de mensurar. A batalha terá o seu primeiro confronto direto neste domingo, às 16h, na Ilha do Retiro. Um jogo cercado de tensão, com possibilidade de definir o futuro das duas equipes, que até agora deixaram a desejar na competição.

Problemas distintos afetaram as equipes nesta primeira parte do Estadual. No Náutico, que ostenta a exclusividade do hexa desde 1968, os reforços demoraram a estrear. No Sport, a visível limitação física prejudicou. Na teoria, era questão de tempo para os ajustes, certo? Não passou nem perto disso. O técnico Roberto Fernandes passou a contar com os seus principais jogadores, como Bruno Meneghel, Derley e Eduardo Ramos. Investimento pesado justamente para confrontos de gigantes como o deste domingo. Os resultados até apareceram. Porém, ainda falta consistência na campanha, pontuada com um frustrante 4º lugar. Matematicamente, o Timbu ainda mira a liderança neste ´primeiro turno`, mas os alvirrubros projetam essa posição até o desfecho da fase classificatória. O time ganhou conjunto. O conjunto ainda necessita de regularidade. 

No Sport, a questão física foi reforçada pela falta de entrosamento e articulação da equipe, com uma notória falta de gols do ataque, em branco há nove rodadas. O que era ruim, piorou. Em sua participação mais pífia até hoje no Estadual, o Rubro-negro entra em seu campo à sombra do hexacampeonato. Diante do proprietário da marca, o Sport tenta recuperar o vigor das últimas temporadas no cenário local para tentar iluminar a sua cruzada em direção ao sexto troféu seguido. A 7ª colocação surpreende até mesmo os rivais, que questionam sobre até quando vai se estender essa fasenegra. A torcida leonina já se pergunta se a crise vai mesmo passar. 

Sob novo comando técnico a partir deste domingo, o Leão deixa a torcida na expectativa sobre a mudança de postura. O enérgico Hélio dos Anjos vai conseguir impor o seu estilo no time? Uma sacudida no grupo, conscientização, já seria um bom começo. O objetivo da temporada é grande demais para ser relegado ao ostracismo em tão pouco tempo, em um mês! Para alguns jogadores, a última chance já na estreia do técnico. A outros, mais um crédito de paciência da torcida. 

No Clássico dos Clássicos, o Náutico chega mais confiante, fato admitido pelos próprios alvirrubros. Uma vitória vermelha e branca ajudaria a criar um hiato ainda maior no Rubro-negro em relação à zona de classificação, hoje de sete pontos. É o projeto anti-hexa. Apesar do cenário levemente favorável, e iluminado, ainda mais por causa da pressão sobre o Sport, o Náutico também tem o seus fantasmas. Um deles é a própria Ilha do Retiro, onde o clube não vence desde 28 de março de 2004. Pois, então, chegou a hora de reluzir. Desafio a rubro-negros e alvirrubros.




Da redação do DIARIO DE PERNAMBUCO.

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