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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Amigos da estudante Fernanda Mateus fazem ato pela paz na UFPE


Os amigos da aluna de Rádio e TV da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Fernanda Mateus, 26 anos, promoverão um ato pela paz nesta sexta-feira (15), às 15h30. O apelo acontecerá à margem do Laguinho do Cavouco, no Campus Recife da UFPE. A jovem foi morta covardemente durante um assalto, na última terça-feira (12), em Aldeia, no município de Camaragibe. Na última quarta (13), o enterro da universitária foi marcado pelas despedidas e discussões sobre o desarmamento.

Fernanda era a favor da causa. A favor da paz. Lorena Albuquerque, 25 anos, a amiga que presenciou a sua morte, encampou a luta. Durante o velório, pediu para a imprensa falar sobre o assunto. Ela se predispôs a levantar o mote no ato pela paz. Cerca de 250 pessoas, muitas vestidas de branco, acompanharam o sepultamento no Cemitério de Santo Amaro. Em meio às orações, algumas pessoas mostravam sua indignação gritando "justiça".

Os estudantes esperam que a sociedade se engaje e participe do evento na UFPE. Os jovens pedem que as pessoas compareçam vestindo camiseta branca e levando bexigas na mesma cor. "Será um ato contra a violência, contra as drogas, pelo desarmamento e por um mundo melhor", explica Lorena.

Todos os participantes do ato serão conclamados a dar um abraço simbólico no laguinho. Em nota divulgada nesta quinta-feira (14), os amigos de Nanda lembram uma frase usada pela amiga para demonstrar sua luta pelo desarmamento e a paz: "Sou uma pacifista radical".


Presos - Por volta das 22h de ontem a polícia apreendeu dois adolescentes suspeitos pelo assassinato da estudante Fernanda Mateus. Os jovens de 15 e 17 anos, foram detidos em uma casa no bairro do Timbi, em Camaragibe. Eles serão encaminhados para a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase). 

Com a dupla a polícia encontrou dois revólveres. Eles contaram que as armas foram roubadas de uma granja onde o irmão de um deles trabalha, em Camaragibe. Da bolsa de Fernanda Mateus, eles levaram apenas os celulares e venderam os aparelhos por R$ 20 e R$ 40.


O crime – Nanda, como gostava de ser chamada, estava com a amiga Lorena à procura de um haras onde iriam gravar imagens de um cavalo branco para o trabalho de conclusão de curso. Por volta das 13h da última terça, as estudantes pararam o carro para pedir informações em uma estrada de terra na altura do quilômetro 7 da Estrada de Aldeia. Ao se dirigirem a dois homens que passavam andando pelo local, a dupla anunciou o assalto. Assustada, Fernanda resistiu e não quis entregar sua bolsa. Diante da reação, o criminoso deu um tiro no rosto da estudante. O assalto aconteceu numa estrada de barro, isolada e com sinalização precária, distante três quilômetro da estrada principal de Aldeia. 

Ao perceber que Nanda havia sido baleada, Lorena, em desespero, começou sua peregrinação em busca de ajuda. Bateu na porta de uma chácara. Recebeu um "vai embora" e logo partiu para a próxima residência. Buzinou de dentro do carro, saiu e gritou por socorro, mas não esperou que a ajuda viesse. Encontrou amparo na granja Santa Terezinha, quando dois funcionários lhe disseram que Nanda estava morta.

Nesse momento o pai de Lorena, Thúlio Albuquerque, 54, recebeu o primeiro telefonema da filha, às 14h10. Em prantos, Lorena não teve condições de dizer o que estava acontecendo. "O caseiro pegou o celular e disse que Lorena estava muito nervosa e que a colega dela estava morta, no carro. Que haviam sido assaltadas", lembrou o pai.


Com informações do Diario de Pernambuco

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