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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Diario aponta roteiro para fugir dos dez maiores buracos do Recife

Há muito tempo que dirigir no Recife não tem sido uma tarefa fácil. E agora, após as chuvas intensas das últimas semanas, até os motoristas mais habilidosos e cautelosos estão tendo dificuldades para chegar a seus destinos sem cair em crateras e danificar os veículos. Os buracos se multiplicaram pelas ruas e parecem não ter mais fim. São o resultado de um sistema de drenagem deficiente e da má qualidade do asfalto que é utilizado nos reparos de emergência. Nem mesmo a Prefeitura do Recife, que é a responsável pela manutenção e preservação das vias públicas, sabe quantas crateras existem na cidade.

O diretor de Manutenção Urbana da Emlurb, Fernando Melo, admitiu ser “humanamente impossível” fazer essa contagem. O Diario percorreu as principais vias da cidade e elencou os dez buracos que mais têm causado transtornos ao trânsito, segundo relatos dos próprios motoristas, que acabam pagando a conta da ineficiência do poder público. Uma espécie de mapa de sobrevivência para as ruas. 

As vias que mais têm sofrido com buracos são aquelas já castigadas pelos alagamentos. Na Avenida Norte, na entrada da Rua 48, no Espinheiro, por exemplo, bastou a água baixar para surgirem novas imperfeições no asfalto. As crateras na esquina exigem dos motoristas habilidade para evitar acidentes, já que freadas bruscas são inevitáveis. Cansados de esperar uma solução da Prefeitura, os moradores da Rua do Espinheiro resolveram, por conta própria, colocar metralhas na cratera que foi aberta na via, nas proximidades com a Barão de Itamaracá. Mas de nada adiantou. 

“Um carro já caiu aqui dentro. O meu mesmo ficou com a jante empenada e o pneu baixou. Já ligamos para a prefeitura e ninguém vem”, protestou o empreiteiro Dilermando Angeiras. Nem os cartões-postais da cidade escaparam. Na Ponte Buarque de Macedo, que dá acesso ao Bairro do Recife, o asfalto cedeu nas duas extremidades. Na Avenida Cais do Apolo, endereço da sede do governo municipal, a camada de asfalto que foi jogada por cima dos blocos de concreto “dissolveu-se”, deixando inúmeros buracos na pista. 

No terminal de ônibus do Cais de Santa Rita, os motoristas dos coletivos têm que se revezar para passar em uma única faixa, já que a outra está interditada por um buraco de quase um metro de diâmetro. Além de prejuízos financeiros, os motoristas também arcam com a perda de tempo. Ontem, por volta das 18h, o congestionamento na Avenida Recife e na BR-101 chegava a quase quatro quilômetros por causa de um buraco na entrada de Jardim São Paulo. 

Segundo Fernando Melo, os buracos só podem ser fechados quando não chove. “Não é possível fazer a operação com a pista molhada porque o asfalto não consegue aderir no solo”, justificou. Ele afirmou que 83 buracos foram tapados no último fim de semana. 


Os dez buracos que mais têm causado transtorno ao trânsito: 

1 – Na Avenida Norte, em frente ao nº 2.651, na esquina com a Rua 48, no Espinheiro 

2 – Na Rua do Espinheiro, em frente ao nº 592, próximo ao cruzamento com a Rua Barão de Itamaracá, no lado direito da via 

3 – Na Ponte Buarque de Macedo, no Bairro do Recife, em dois pontos: na subida da ponte, no lado direito, na esquina com a Avenida Martins de Barros; e na descida, no lado esquerdo, perto da Avenida Cais do Apolo 

4 – Na Avenida Cais do Apolo, Bairro do Recife, nos dois lados da via, em frente ao nº 421, nas proximidades da Caixa Econômica Federal 

5 – No terminal de ônibus do Cais de Santa Rita, São José, próximo à saída dos coletivos 

6 – Na Rua de Santa Rita, São José, em frente ao nº 600, do lado esquerdo da via, perto do Batalhão de Polícia 

7 – Na Rua da Paz, entre os números 91 e 107, no lado direito da via, na descida da ponte da Rua Imperial, ao lado da fábrica da ASA, em Afogados 

8 – Na Avenida Dom João IV, no sentido subúrbio/cidade, nas três faixas da via, por trás do Hiper Bompreço, em Boa Viagem 

9 – Na Rua Dr. Vicente Gomes, em frente ao nº 180, em Boa Viagem, no lado 
esquerdo da via, após a ponte da saída da Rua Capitão Zuzinha

10 – Na Avenida Recife, logo após o número 6.205, na entrada de Jardim São Paulo, em todo o lado direito da pista 

Se caiu no buraco e teve danos, veja o que fazer: 

Nas vias municipais, a prefeitura tem obrigação de ressarcir os prejuízos 

Para comprovar que seu veículo foi danificado por causa do buraco, reúna o maior número possível de provas, como tirar fotos do local 

Juntar todas as provas e dar entrada em procedimento administrativo na Emlurb. Se houver entendimento ainda nessa esfera, o dinheiro pode ser pago em até três meses 

Se o pedido for negado, o motorista pode apelar para a Justiça comum. Não é possível fazer nas pequenas causas por se tratar de um ente estatal. Processo costuma demorar até seis anos 

A partir de dez pessoas com o mesmo tipo de problema, é possível acionar a Justiça entrando com uma ação civil coletiva simples. Nesse caso, o grupo pode ser representado por associações ou sindicatos 

A Associação Brasileira de Usuários de Veículos oferece advogados de graça para quem quiser dar entrada no processo pela entidade. O site deles é o www.abuv.com.br





Da redação do DIARIO DE PERNAMBUCO.

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