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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

REFLEXÃO DO DIA - FIM DE ANO




A chegada do final do ano nos convida a refletir sobre o período que se passou e o que está por vir.

Este é o momento de repensar a própria vida e avaliar os pontos que desejamos mudar no ano que se inicia.

Este processo de reflexão possibilita que o indivíduo se reorganize para desfrutar de maior equilíbrio nesta nova etapa que está por vir.
Quando se deseja repensar a própria vida muitos fatores podem ser considerados, mas há três áreas de grande importância: vida afetiva, vida profissional e relação consigo mesmo. A análise da vida afetiva e familiar nos leva a considerar a qualidade das relações que estabelecemos com aqueles que nos cercam.

Você se sente satisfeito com seus relacionamentos pessoais? De modo geral, as pessoas com quem você convive te fazem bem? Quais aspectos de seu comportamento têm sido elogiados e quais têm sido criticados por amigos e familiares?

Após fazer todas estas perguntas você deve tentar imaginar o que você pode fazer para melhorar a qualidade de seus relacionamentos. Este tipo de reflexão permitirá que você reveja suas atitudes e tenha uma vida pessoal menos conflitiva e mais prazeirosa.

Em relação à vida profissional é importante questionar-se sobre o grau de satisfação que você tem em seu trabalho. Você se sente realizado com a atividade que executa? Sente-se reconhecido e valorizado por seu trabalho? Sua remuneração está suprindo suas necessidades? Qual a qualidade dos relacionamentos com seus superiores e com seus colegas de trabalho? Perguntas como esta possibilitam que você avalie os prós e contras de seu trabalho e analise se é ou não necessário batalhar por uma atividade que esteja mais próxima de seus interesses e que te dê maior satisfação.

Por fim, cabe ainda avaliar a relação que você estabelece consigo próprio. Você está satisfeito com a pessoa que é? Quais são suas maiores virtudes? Quais defeitos você deseja superar? Como sua aparência física te faz sentir? Você deseja alterar sua imagem atual? Quais fatores têm dificultado para que você alcance as transformações que deseja? Estas perguntas permitem que a pessoa reflita sobre seus hábitos e se esforce para alterar as atitudes que lhe tem trazido sofrimento.

Enfim, o final do ano propicia que o indivíduo reavalie seus projetos pessoais e que busque as transformações almejadas. Reconhecer a necessidade de mudança e acreditar na capacidade de alcançá-la é um grande passo para que se possa viver de forma mais satisfatória no ano vindouro.


Ouça diariamente às 05h00 comigo na Clube FM João Pessoa as nossas reflexões no Bom Dia Clube.



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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Reflexão do Dia - O Ponto Negro



   

Conta-se que um professor preparou sua aula estendendo um grande lençol branco numa das paredes da sala. 

Na medida em que os alunos iam entrando, tinham sua curiosidade despertada por aquele objeto estranho estendido bem à sua frente. 

O professor iniciou a aula perguntando a todos o que viam. O primeiro que se manifestou disse que via um pontinho negro, no que foi seguido pelos demais. Todos conseguiram ver o pontinho negro que fora colocado, de propósito, no centro do lençol branco. 

Depois de perguntar a todos se o ponto negro era a única coisa que viam, e ouvir a resposta afirmativa, o professor lançou outra questão: 

- Vocês não estão vendo todo o resto do lençol? Vocês conseguem somente ver o pequeno ponto preto, e não percebem a parte branca, que é muito mais extensa? 

Naquele momento os alunos entenderam o propósito da aula: ensinar a ampliar e educar a visão para perceber melhor o conjunto e não ficar atento somente aos pormenores ou às coisas negativas. 

Essa é, na maior parte das vezes, a nossa forma de ver as pessoas e situações que nos rodeiam. Costumamos dar um peso exagerado às coisas ruins, e pouca importância ao que se realiza de bom. 

Se um amigo sempre nos trata com cortesia, com afabilidade e atenção, e, num determinado momento, nos trata de maneira áspera, pronto. Tudo o que ele fez até então cai por terra. Já nos indignamos e o conceito que tínhamos dele até então, muda totalmente. 

É como se nossos olhos só pudessem ver o pequeno ponto negro. 

Não levamos em conta a possibilidade de nosso amigo ou amiga estar precisando da nossa ajuda. Não nos damos conta de que talvez esteja com dificuldades e por isso nos tratou de forma diferente. 

Temos sido tão exigentes com os outros! 

Mas, se somos nós que estamos indispostos, todos têm que suportar nosso mau-humor, nossa falta de cortesia. 

Um casal completava seus 60 anos de matrimônio e uma das netas perguntou à avó: 

- Vózinha, como é que a senhora agüentou o vovô até hoje? Ele é uma pessoa muito difícil de tolerar. 

A vovö, com um sorriso de serenidade respondeu à neta: 

- É simples minha filha. Eu sempre tive comigo uma balança imaginária. Colocava num dos pratos as coisas ruins que seu avó fazia. No outro prato da balança eu depositava as coisas boas. E o prato sempre pendia para o lado das coisas boas. 

Nós também fazemos uso da balança imaginária. Mas, muitas vezes, o peso que atribuímos às coisas ruins é desproporcional, e a balança tende a pender mais para esse lado. 

Vez que outra é importante que façamos uma aferição na nossa balança, para verificar se ela não está desregulada, pendendo muito para o lado dos equívocos. 

Saibamos valorizar as boas ações. 

Não façamos como os alunos, que só viam o ponto negro no centro de um enorme lençol branco. 

Eduquemos a nossa visão para perceber melhor as coisas boas da vida. Desenvolvamos a nossa capacidade de ver e valorizar tudo o que nos acontece de bom. 

............... 

Você sabia que os benfeitores da humanidade recomendam que sejamos severos para conosco mesmos e indulgentes para com nosso próximo? 

Contrariando tal recomendação, a maior parte das vezes somos indulgentes para conosco e muito severos para com as faltas alheias. 

Vale a pena meditar nos ensinos que nos chegam do Alto. Vale a pena que exercitemos o perdão aos semelhantes. E vale também a pena que sejamos mais exigentes conosco, buscando sempre melhorar nosso comportamento.



Você pode ouvir as nossas reflexões diariamente às 05h00 comigo na Clube FM João Pessoa no Bom Dia Clube.



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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

REFLEXÃO DO DIA - O PERDÃO


 

Ela se chamava Mega e tinha uma chefe terrível. Quando Mega chegava pela manhã e falava "bom dia", a chefe respondia com uma pergunta: "por que não chegou mais cedo?" 

Se chegasse antes da hora, a chefe não estava lá, mas ficava sabendo e lhe perguntava se ela não sabia qual o horário do expediente, mesmo depois de trabalhar ali há tantos anos. 

Era uma mulher má. Implicava com tudo. Até que um dia Mega se cansou e decidiu se demitir. 

"Vou sair, mas antes vou dizer tudo o que tenho vontade", foi o que pensou. 

Exatamente naquele dia ela estava almoçando quando encontrou a dra. Casarjian que a convidou para assistir a um treinamento, naquela tarde. 

"Não posso", foi a sua resposta. "tenho expediente a cumprir." 

"Por que não?" 

Mega falou sobre a chefe que vivia implicando com ela e a dra. Casarjian lembrou que pior a situação não poderia ficar. 

Além do que, se a chefe lhe desse uma bronca por faltar ao trabalho, naquela tarde, ao menos teria motivo. 

Mega lembrou que no dia seguinte iria se demitir, por isso resolveu ir ao encontro. Ali ouviu referências a respeito do perdão. "O perdão é bom para você", falava a Dra. "Se você perdoar alguém que o ofendeu ele continua do mesmo jeito mas você se sentirá bem." 

"Se você perdoar o mentiroso, ele continuará mentiroso mas você não se sentirá mal por causa das mentiras dele." Ao final do treinamento, Mega concluiu que a sua chefe estava muito doente e tirou-a da cabeça. 

No dia seguinte, tomou uma resolução: "não vou deixar que ela me atormente mais. E nem vou abandonar o trabalho que eu gosto." 

Mega chegou e cumprimentou: "olá." 

A chefe foi logo lhe perguntando o que tinha acontecido. Ela estava diferente. Mega falou que havia participado de um treinamento e que estava bem consigo mesma e até convidou a chefe para tomar chá, ao final da tarde. 

A reação veio logo: "você está me convidando só para eu não reclamar de você?" 

"Pode reclamar, até mandar descontar as minhas horas. Mas eu insisto no chá." 

E foram. Durante o chá, a chefe falou da sua surpresa em ter sido convidada para aquele chá. Ela sabia que era intratável. Também falou da sua emoção. Nunca ninguém a convidara para um lanche, um café. 

Acabou por falar das suas dores. O marido lhe batia, o filho vivia no mundo das drogas. Por isso ela odiava as pessoas. Era infeliz e agredia. 

Semanas depois, era a própria chefe que comparecia ao novo treinamento da Dra. Casarjian a respeito do perdão. 

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Perdoar é libertar-se. Aquele que agride é sempre alguém a um passo do desequilíbrio. 

Aquele que persegue nem pode imaginar o quanto se encontra enfermo. 

Sem dúvida, a felicidade pertence sempre àquele que pode oferecer, que a possui para dar. 

Nosso maior exemplo é Jesus. Poderia ter reagido às agressões, mas preferiu perdoar e amar, por saber que aqueles que o afligiam eram espíritos atormentados em si mesmos. Por essa razão, dignos de perdão. 

E se você tiver ainda muita dificuldade para perdoar, pense que tudo passa. Passam as coisas ruins, passam as pessoas que as provocam. Só o bem permanece para sempre.



Ouça as nossa reflexões diariamente no Bom Dia Clube comigo na Clube FM João Pessoa 103.3 às 05h00.



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