Artes

Crianças da ONG Giral vão conhecer templos do frevo e da cultura nordestina no Recife

Projeto da ONG Giral promove vivência artística e identidade cidadã para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Publicada em 16/07/25 às 18:34h

por Rose Maria


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 (Foto: Divulgação)
Nesta quinta-feira, 17 de julho, 40 crianças e adolescentes da Zona da Mata pernambucana embarcam em uma experiência transformadora. A ONG Giral realiza um intercâmbio cultural no Recife, com visitas aos museus Paço do Frevo e Cais do Sertão. A ação integra o projeto Educação e Vivências Inclusivas, voltado a crianças e jovens de 6 a 17 anos em situação de vulnerabilidade social.

A programação começa às 10h, no Paço do Frevo, onde os participantes, especialmente os das oficinas de teatro e dança, terão a oportunidade de mergulhar na linguagem do frevo. “Não se trata apenas de uma visita. É um mergulho em nossa história viva, um convite ao pertencimento e à valorização da cultura como expressão de resistência e identidade”, afirma Renata Uchôa, coordenadora do projeto.

Na sequência, às 11h, a turma segue para o Museu Cais do Sertão. O espaço, dedicado à memória e ao imaginário do povo sertanejo, promove uma imersão nas raízes culturais nordestinas, com destaque para a oralidade, a religiosidade, o trabalho e os saberes populares.

“Conectar essas crianças ao Sertão, mesmo vivendo no Litoral ou na Zona da Mata, é uma forma de reconstruir vínculos com narrativas muitas vezes silenciadas”, acrescenta Renata.


O projeto Educação e Vivências Inclusivas atua de forma integrada no enfrentamento das desigualdades sociais, com atividades artísticas — como teatro, dança e literatura — e ações de cuidado psicossocial. As famílias são envolvidas em debates sobre temas urgentes, como racismo ambiental, saúde emocional, trabalho infantil, inclusão e crise climática.

Segundo a ONG, o alcance do projeto impressiona: são atendidas 83 crianças com até seis anos, 165 com idades entre 7 e 11 anos, 14 adolescentes e um jovem acima dos 18. Cerca de 40% vivem na zona rural e 80% das famílias estão cadastradas em programas sociais, como o Bolsa Família. Muitas residem em áreas sem saneamento básico, com renda mensal inferior a um salário-mínimo.

Para o presidente da ONG Giral, Leonildo Moura, essa ação reafirma o papel da cultura como motor de transformação social. “Quando essas crianças pisam em um museu, elas estão dizendo: ‘nós também pertencemos a esse lugar’. É um gesto simbólico de inclusão, de autoestima e de ampliação de horizontes”, destaca.



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